sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Comportamento condenável

Como andei um pouco saturada dos desafios HORROROSOS que 2010 me propôs, tive uma série de comportamentos condenáveis, por simples indolência, para provar a mim mesma que ser irresponsável não faz a vida melhor...

O pior é que faz, pelo menos até você ser pego.



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sábado, 9 de outubro de 2010

De D.H. Lawrance, em Inglês e traduzido, só de catarse...

Meu 15 de outubro está sendo um pouco diferente este ano, queridos. Este foi um ano mais difícil. Só sei que não posso continuar sendo a mesma que fui até agora. Algo irá mudar e com sorte vocês não perceberão.

E como muitas de suas perdas, também não lerão este post.

Este é D.H. Lawrance, mais conhecido por se envolver num escândalo de infidelidade do que por suas poesias. Um escritor e pintor importante, no entanto, mas que precisou dar aulas para sobreviver. Alguns poucos tiveram o privilégio de ter aulas de Inglês com um dos melhores artistas do século - mas os alunos não eram tão diferentes então quanto são agora.

Feliz Dia dos Professores, em 15 de outubro. A nós, que fazemos o possível por esse país.
Nesta data eu me despeço do impossível.


Afternoon in School
Tarde na Escola
The Last Lesson
A última aula
D.H. Lawrance.

When will the bell ring, and end this weariness?
Quando tocará o sinal e minha fadiga chegará a um fim
How long have they tugged the leash, and strained apart
Quanto tempo faz que puxam as coleiras e forçam a esmo
My pack of unruly hounds: I cannot start
Minha matilha de cães selvagens. Não posso iniciar
Them again on a quarry of knowledge they hate to hunt,
outra caça a uma sabedoria que eles odeiam buscar
I can haul them and urge them no more.
Não posso forçá-los e obrigá-los mais.
No more can I endure to bear the brunt
Nem posso mais suportar o peso
Of the books that lie out on the desks: a full three score
dos livros que pesam sobre as carteiras: uma eternidade
Of several insults of blotted pages and scrawl
De tantos insultos de páginas manchadas e rabiscadas.
Of slovenly work that they have offered me.
Do trabalho desleixado que me oferecem
I am sick, and tired more than any thrall
Já estou farto, e cansado mais do que qualquer escravo
Upon the woodstacks working weariedly.
Sobre toras de madeira trabalhando fatigado.


And shall I take
E devo eu
The last dear fuel and heap it on my soul
dar-lhes o último combustível e acendê-lo em minha alma
Till I rouse my will like a fire to consume
até elevar meu espírito como fogo a consumir
Their dross of indifference, and burn the scroll
a imundície da indiferença, e queimar o papiro
Of their insults in punishment? - I will not!
de seus insultos como punição? – Isso, não farei!
I will not waste myself to embers for them,
Não me reduzirei a cinzas por eles.
Not all for them shall the fires of my life be hot,
Nem todo o fogo de minha vida queimará para eles.
For myself a heap of ashes of weariness, till sleep
A mim resta um monte de cinzas de cansaço, até que o sono
Shall have raked the embers clear: I will keep
varra as cinzas para longe das brasas: eu manterei
Some of my strength for myself, for if I should sell
Alguma força para mim mesmo, pois se eu vendesse meu total
It all for them, I should hate them -
a eles, eu os odiaria -
- I will sit and wait for the bell.
- eu vou sentar e esperar o sinal.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

domingo, 5 de setembro de 2010

Mais um vlogueiro genial e os vícios da educação.

Eu amo a internet. Meus aluninhos sabem o que eu passo na sala de aula, nadando contra a maré toda aula. Nunca tive tão poucos alunos, mas posso dizer que nunca tive alunos melhores do que agora. Comer? Almoçar e jantar? Aí é outra história.

Mas vamos parar de choradeira e vamos ver por que está tão difícil ter um aluno preparado para o vestibular depois que ele passa por um primeiro e segundo graus que já sabem o que vem lá na frente.

Denis Lee dá um passo atrás, sobe na mesa e olha o sistema educacional como um todo - só para me matar de pânico.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Fé Demais e Fé de Menos

Minha amiga descobriu, como muita gente que viver sem fé é como andar sem pernas e sem braços. Tem gente que até vive com a deficiência, mas não é fácil.
Para variar, foi justamente o Sermão de Cazalbéto, Reverendo Arcediago e muito tietado, que me inspirou a fazer o post e pensar sobre o assunto. E como uma boa seguidora da Lei de Murphy, foi justamente o sermão que eu não gravei...

Mas não vou me alongar muito. Vou só lembrar algumas histórias de fé que são boas alegorias para as milhões de faces de um troço tão vital para mim.


Essa é muito velha e eu acho que já contei aqui, mas vale a pena ouvir de novo:
"- João! Olha a água da enchente subindo. Entra no carro e vamos embora!
João nem se mexeu:
- É Deus quem vai me salvar! Não há de me acontecer nada.
E a água subindo...
- João! Sobe no jegue que os carros não estão passando mais. A água tá subindo.
- É Deus quem vai me salvar! - Diz João em cima da cadeira.
E a água vai subindo...
- Joãããão! Sobe na carroça que ainda tem lugar!
- Eu, não... É Deus quem...
- ... Então fique, sua besta! - e o resto do pessoal da carroça deu no pé, ou nos cascos do cavalo.
E a água subiu. João do telhado viu o helicóptero chegando.
- O senhor não se assuste. Vamos jogar a escada para seu resgate! Por favor, tente agarrá-la.
- Não precisa. Podem ir embora. É Deus quem vai me...
E lá se foi casa, João, árvore e tudo água abaixo.
Como todo homem de fé, João foi ao encontro do Criador. Porém, estava decepcionado:
- Eu acreditei tanto, e o Senhor não foi me salvar!
Deus suspirou, com uma paciência de Jó - que estava lá perto.
- João, eu mandei um carro, um jegue, uma carroça e um helicóptero! Você não pegou porquê, seu imbecil!!!"

E o Brasil é assim mesmo, cheio de diferenças. Se na terra de João chove demais, na de Severina é diferente.


"A classe de senhoras de uma igreja no Sertão resolveu organizar uma corrente de oração para pedir a Deus que acabasse com a seca e trouxesse um pouco de chuva. E lá vem a véia Severina com o guarda-chuva debaixo do braço.
- Tá doida, mulher? - foi a primeira coisa que ouviu.
- Ó, gente, eu não tô indo pedir chuva a Deus?"

Enquanto isso, aqui no Rio:

"Num passeio do pessoal da Igreja estava um missionário americano e uma irmã que tinha uma tremenda atração por altura. Os dois e mais um pessoal resolveram subir a Pedra da Gávea. A irmã que gostava de alturas ficou bem na beiradinha, sentindo a atração do vazio:
- Ai, dá até vontade de me atirar daqui de cima.
O americano se meteu:
- Não faça isso porque com certeza irá se machucar.
A irmã, que era uma dessas malucas que resolve disputar a afeição de Deus como quem disputa a atenção do rapaz bonito da escola retrucou:
- E você duvida que Deus tem poder para me salvar da queda se eu me jogar daqui?
O missionário nem piscou:
- Claro que não! Mas para te salvar, Deus precisaria revogar a Lei da Gravidade por alguns minutos. Tudo o que está assentado iria perder o chão, o mundo perderia a firmeza e os planetas se chocariam um contra o outro - tudo por causa da sua vaidade! Eu acho que nesse caso, Deus iria preferir deixar você se esborrachar lá embaixo."
A fé não costuma falhar, mas a gente costuma se confundir em relação a ela. É melhor sentir e pronto, sem entender mesmo. E vamos levando...

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Arte em areia.

Fala sério...