domingo, 2 de maio de 2010

Projeto Ficha Limpa: Para manter na lembraça

O projeto Ficha Limpa ainda precisa de participação popular, mas continua indo em frente - não tem tantos seguidores quanto à Igreja Universal, mas os trezentos de Ipanema devem bastar.

Já que memória curta não faz bem para a política, vamos lembrar de um fato interessante que aconteceu há alguns dias.



Para que o projeto Ficha Limpa fosse votado na Câmara a tempo de valer para as eleições de outubro, era preciso que a votação saísse até o dia 29 de abril de 2010. Tais cavalheiros fizeram um pedido de vista, preocupados com o caráter inconstitucional de uma lei que proíbe pessoas condenadas pela justiça de lançarem-se como candidatos a cargos públicos, conseguindo, assim, imunidade parlamentar. Caso fosse concedido, o projeto estaria automaticamente adiado. Que estes senhores fiquem em nossos corações em todas as eleições futuras.

Eduardo Cunha (PMDB-RJ)

Mauricio Quintella (PR-AL)

Ernandes Amorim (PTB-RO)

Vicente Arruda (PR-CE)

Regis de Oliveira (PSC-SP)

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Como falar com operador de telemarketing:

Tudo bem com o senhor?

Essa quem mandou pro twitter e eu roubei para cá foi o genial Maurício Ricardo. O mais genial ainda, Bemvindo Sequeira fez esse sketch. Sensacional. Boa ideia também...

sábado, 17 de abril de 2010

Combater a má educação, como?!

Meus amores, aluninhos queridos, fica muito difícil não odiar vocês do fundo do coração quando isso aí acontece. Felizmente não tenho aluno "bully". Se é pra ter algum terrorista na minha sala, que seja EU.



Lembrança para meus alunos mais novos: TEM UM XERIFE NA CIDADE!

Ps: Passei por uma Escola Particular de ensino primário e tive a impressão de circundar os portões do inferno. Nenhum de vocês é assim! Titia se faz de durona, mas vocês são o melhor do melhor. Virtuosos por opção própria numa sociedade que protege a criança e adolescente em suas piores atitudes, e é burra demais para impor respeito e limites sem teorizar sobre o assunto por vinte anos. Nenhum de vocês dá trabalho e eu amo a todos.

Ps2: Ajam de maneira diferente e eu esmago qualquer traço de autoestima, autoconfiança e otimismo que vocês possam vir a ter, mesmo em doces lembranças de seu passado.

Ps3: São vinte anos dando aula. Claro que eu sei fazer isso sem deixar provas.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Relato de um Derrame

Jill Bolte Taylor teve uma oportunidade de pesquisa que poucos cientistas cerebrais desejariam: ela sofreu um grave derrame, e observa enquanto suas funções de movimento, fala e autoconsciência entram em falência, uma a uma. Uma história incrível.

Para a legenda em português, clique em "View subtitles" e escolha Portuguese (Brazil).



A fonte está neste site. No próprio site há uma transcrição do discurso de Jill Taylor.
As traduções e legendas estão em várias línguas. Certamente uma mensagem que vale a pena transmitir.
http://www.ted.com/talks/lang/eng/jill_bolte_taylor_s_powerful_stroke_of_insight.html

quinta-feira, 18 de março de 2010

Emenda Muito Oportuna

E aí eu botei a cabeça para funcionar...

Terrorista?! Eeeeeeeeeuuuuuuuu?

Como é que alguém que não nasceu na política ontem pode achar que o Presidente, ou o Senado, podem passar um projeto de lei com uma emenda que redefine o significado de royalty.

O negócio é que Ibsen Pinheiro é do PMDB. O Lula tem lá a candidata dele. Está tudo começando a andar antes das eleições, mas ainda não começaram as campanhas. A Dilma jura que não começou campanha e lá está o Lula andando com a Dilma para cima e para baixo. Por si só, Dilma não significa muita coisa - ela é a candidata da situação (que pra variar, desta vez é o PT).

Ora, democracia é uma coisa maravilhosa assim: se estão oito amigos na mesa do bar e resolve-se propor uma emenda ao "racha" na conta: o Zé Roela vai dar para todo mundo o dinheiro para cada um pagar sua parte da conta. Veja bem, ele não vai pagar sozinho, ele só vai distribuir o dinheiro para os amigos pagarem. O Zé não gosta, mas a emenda é posta em votação. Os amigos do Zé (e da onça) são sete, o Zé é um só. O Zé é voto vencido, não tem jeito. Venceu a maioria.

Ora, é o tipo de votação que a gente já sabe o resultado até mesmo antes de propor. O negócio é ter fé que os amigos da mesa são todos uns cretinos. Na mesa de bar é possível que isso não dê certo, mas na Câmara dos Deputados não há erro!

Como assim, "viajar"?! Não! Volta aqui!

E o Lula viu esse troço chegando. O mensalão ele não viu, mas eu garanto que ele viu isso! Ele só foi para o Oriente Médio porque era um lugar mais seguro para ele do que Brasília. Aí ele chega pro coitado do líder do Senado, Romero Jucá, e fala:

"Companheiro, eu vou ali e já volto. Quando eu voltar quero ver tudo isso conciliado, falou? Tchau! Fui!"

Lula, com muita propriedade, já declarou que ano eleitoral não é hora de discutir distribuição dos royalties. Afinal, por que a urgência se o pré-sal só vai começar a dar dinheiro lá pra 2020?

Porque, supondo que essa lei passe, ele perde os votos de, pelo menos, 90% da região sudeste. Ele não, a Dilma. É muito voto. É o tipo de perda que só seria aceita por um candidato muito carismático. Não é o caso.

Aí ele veta o projeto de lei que, lá em 2009, foi proposta dele mesmo. Só que o Presidente visava ver a distribuição dos lucros da camada pré-sal recém descoberta e que vai dar muito dinheiro. Claro que Rio de Janeiro pulou, porque isso já feria a definição de royalties. Saiu matéria dizendo que "Lula cedeu à pressão de Estados produtores de petróleo".



Royalties não são imposto, são uma compensação pela trabalheira que dá ficar catando petróleo por aí, cuidando de manter a segurança dos empregados, cuidar dos riscos que uma exploração dessa causa à natureza e afinal de contas o troço tá aqui na frente da gente. De quem é a responsabilidade se der tudo errado?

Bom, aí o cara chega, propõe um peido na farofa desses e pede urgência em um assunto delicado para caramba. Um Presidente com juízo precisa vetar a coisa, porque não é assim que se decide um troço desses. Aí Ibsen está livre para berrar para o país inteiro que Lula TIROU o dinheiro do pré-sal dos estados mais pobres e deixou os royalties com o Rio de Janeiro que "já tem vista para o mar". José Serra tá quietinho.

Muito certa, a atitude de Lula. Foi visitar o Oriente Médio para ver como é que se lida com terrorista - porque se isso não é terrorismo político, eu não sei o que é.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Índio Já tem Apito, Agora Quer Notebook.

Gente, eu achei isso o máximo..




"Quando a gente usa qualquer coisa para o bem, você não muda seu espírito, você não muda suas raízes, você não muda sua história. O que define você ser a pessoa que você é, é sua cultura, sua história e como você vai fazer isso acontecer."